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Última Parte de O Falar, O Andar e O Vestir do Professor Cristão

O VESTIR DO PROFESSOR II

 

Cammy Tidwell
Mestre em Ciências
Sheryl Vasso
Ed. D.


O povo de Israel estava acampado entre duas montanhas no vale de Elá. Cada dia, o campeão dos filisteus se exibia e ridicularizava os israelitas – o nome dele era Golias e as escrituras descrevem a sua armadura nos mínimos detalhes. Ele usava um capacete de bronze, uma couraça de escamas, caneleiras de bronze e uma lança pesadíssima de ferro. Durante quarenta dias, Golias desafiava alguém do povo de Israel a lutar com ele e os israelitas, também vestidos para a batalha, tremiam de medo. As escrituras nos dizem que eles ficaram apavorados. Será que pensaram que sua armadura não valia nada? Será que se sentiam vulneráveis? Será que eles se esqueceram do seu passado de vitórias e não se lembravam mais como Deus tinha ido à sua frente para ganhar as batalhas e que esse mesmo Deus poderia novamente demonstrar seu grande poder?
 

Um jovem que trazia suprimentos para seus irmãos soldados presenciou essa cena e se atreveu a perguntar: “Quem é esse filisteu para desafiar o exército do Deus vivo?” Esse rapaz era um pastor de ovelhas; seu nome era Davi. Ele não somente viu aquela situação de outra perspectiva, mas também se ofereceu a entrar no campo de batalha para lutar com esse gigante e defender seu país em nome do seu Deus.
 

Contrário ao comportamento dos israelitas, que já estavam vestidos para a batalha, o arsenal de Davi começou na sua memória. Relembrando tempos anteriores quando Deus o protegeu, seu escudo de fé era firmado nas suas experiências e lembranças da fidelidade e do livramento do Senhor. E Davi não esperava menos de Deus naquele momento: “O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu.”
 

O Rei concordou e deixou Davi aceitar o desafio, mas não antes de equipá-lo com sua própria armadura. Claro que a armadura do Rei Saul seria a melhor das melhores. Somente a vestimenta da mais alta qualidade seria digna de um rei, especialmente aquela que o protegeria e o tornaria eficaz na batalha. Mas Davi recusou a oferta do rei: “Não consigo andar com isto, pois não estou acostumado”.“Acostumado” quer dizer testado ou provado. Certamente não tinha nenhum defeito nessa armadura, mas Davi não queria usar algo que já não tinha sido testado por ele mesmo. A armadura não somente era do tamanho errado para Davi, como também era do tamanho errado para o seu coração cheio de fé.
 

O mundo tem muitas dicas de moda e prontamente nos oferece vestimentas como Saul ofereceu para Davi. Portanto, assim como Davi não queria usar algo que ele já não tinha provado, também não devemos usar as vestimentas desse mundo, sem testá-las pela Palavra de Deus. Todos os dias, quando sairmos de casa para ir à escola, somos incentivados a olhar para nós mesmos e colocar nossos objetivos e desejos acima dos outros e fazer o que é preciso para ter sucesso ou ser popular a qualquer custo.
 

Mas vamos relembrar o que a Palavra de Deus diz sobre aquilo que devemos vestir. Colossenses 3.12 diz que devemos nos vestir de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência, qualidades que não tem nada que ver com aquilo que o mundo nos oferece. Será que toda a escola gostaria de ver seus professores com esse tipo de vestimenta para que sejam eficazes na sua vocação de educadores? Diariamente, encontramos oportunidades de sermos compassivos, bondosos, humildes e pacientes com aqueles que Deus entregou aos nossos cuidados. Se não estivermos vestidos com essas qualidades, se torna fácil ofender ou até causar danos na vida dos nossos alunos.
 

O mundo sempre sugere que guardemos ressentimentos e rancor. Na verdade, o conselho que é mais dado não é somente guardar ressentimentos, como também alimentá-los e guardá-los para que um dia possamos exercer a vingança. Mas, o próximo versículo, Colossenses 3.13, nos diz que devemos suportar uns aos outros e perdoar as queixas que tivermos uns contra os outros. Perdoar como o Senhor nos perdoou. O perdão é uma vestimenta que precisa de um corte e caimento perfeitos e só podemos caber dentro dela se nós mesmos fomos feitos justos pela lavagem e regeneração da Palavra de Deus. Manter a prática do perdão não é fácil, mas uma maneira de usar essa parte da armadura de Deus é se vestir dessas palavras e deixar que façam parte do nosso guarda-roupa. Vamos fazer de tudo para sermos educadores que perdoam, porque foi assim que Jesus nos amou.
 

Finalmente, a Palavra de Deus diz que, além de todas essas coisas, devemos nos vestir de amor. Esse é o grande contraste com o mundo que em geral incentiva o ódio. Tratar o nosso próximo com desprezo não agrada a Deus e não é uma boa vestimenta.
 

Voltando para o nosso texto original em Mateus 4, o esquema de Satanás foi tentar fazer Jesus usar suas próprias palavras para tornar pedras em pão, para usar o seu caminhar para sair andando e se atirando do pináculo do templo, e para adornar seu guarda-roupa com o poder de todos os reinos. O falar, o andar e o vestir de Jesus estavam sobre o ataque daquele que já foi vencido. Assim, nós, quando conduzirmos o ensino, sofreremos a tentação de sermos relevantes, significantes e poderosos. Nosso falar, andar e vestir serão o alvo dos dardos inflamados do nosso inimigo. Mas Jesus, o mestre por excelência, é maior do que aquele que está no mundo, e Cristo já nos entregou um modelo de como viver vitoriosamente. Como, então procederemos como educadores no nosso falar, andar e vestir? Segundo a Palavra de Deus. NUNCA precisaremos tentar ser mais espertos ou mais fortes do que Satanás, pois o educador cristão SEMPRE tem a Palavra inspirada do Deus Todo Poderoso para vencer o inimigo e, assim, andar, caminhar e se vestir para a glória de Deus e fazer a diferença na sua sala de aula.

 


 

 


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